Como anda a empregabilidade no Brasil?

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De acordo com The Economist, os trabalhadores freelancer estão reformulando o modelo de trabalho e a empregabilidade no Brasil. De fato, universidades e empresas de todo o mundo estão cientes que o ambiente de negócios está passando por transformações que afetam especialmente a natureza do trabalho e o perfil dos trabalhadores, bem como a relação destes com as organizações.

Além disso, aspectos tecnológicos, demográficos, a intensidade da urbanização e a escassez de mão de obra especializada colocam barreiras e desafios ao desenvolvimento das empresas, com consequências para os indivíduos, as organizações e a sociedade. Mas que outros fatores afetam a empregabilidade no Brasil?

A empregabilidade no Brasil

No ano passado, a FGV / EAESP e a PWC-Brasil realizaram uma pesquisa em mais de 113 empresas do país como objetivo de analisar as habilidades e as expectativas dos trabalhadores brasileiros, bem como as estratégias das empresas para lidar com as alterações recentes do mercado de trabalho. A maioria das empresas pesquisadas são grandes empresas (54%), 18% são médias e 28% são ede pequeno porte, de diferentes setores: indústrias (19%), serviços financeiros (15%), tecnologias (13%), serviços (11%), petróleo e gás (8%).

Os resultados confirmaram que o perfil dos trabalhadores está mudando, o que afeta as empresas. Entre as principais dificuldades das empresas com relação a empregabilidade no Brasil, podemos destacar:

  • Dificuldades em manter trabalhadores qualificados;
  • Necessidade de se adequar as novas tecnologias de comunicação;
  • Necessidade de estabelecer mecanismos para enfrentar mudanças demográficas.

Escassez de trabalhadores qualificados

Além disso, a escassez de trabalhadores qualificados é um dos fatores que mais afeta a empregabilidade no Brasil. Outra pesquisa realizada pela PWC com mais de 1.300 executivos indica que essa é uma das maiores preocupações das empresas. A ausência de trabalhadores qualificados se deve às frequentes mudanças na sociedade e ao tempo necessário para que os profissionais se adaptem a essas novas demandas.

Os profissionais do século XXI devem ter múltiplas habilidades e capacidades intelectuais. Como o mercado consumidor mudou muito durante as últimas décadas, hoje se espera que os trabalhadores interajam com os clientes, tenha inteligência emocional e saibam lidar com questões como estilo e estética. Nesse cenário, os resultados da pesquisa mostram que os trabalhadores têm mais oportunidades de usar sua criatividade no trabalho e também que eles são os principais responsáveis ​​por manter sua empregabilidade.

Outra questão abordada pela pesquisa é a expectativa em relação ao futuro. Quase 100% dos profissionais pesquisados ​​buscam um salário mais competitivo nos próximos anos.

Esses profissionais também buscam a realização pessoal no trabalho, valorizam o equilíbrio entre trabalho e família, as boas relações com colegas de trabalho e um bom ambiente de trabalho. A mobilidade na carreira (95%) teve destaque como um valor importante para os profissionais e a maioria deles (90%) também procura flexibilidade quanto ao horário de trabalho, tanto durante a jornada quanto no contrato de trabalho.

Quais são as principais estratégias das empresas para manter seus empregados e a competitividade?

A pesquisa mostrou que 58% das empresas procuram estratégias de retenção dos trabalhadores, principalmente melhorando os salários e promovendo a qualificação profissional (52%). A maioria das empresas não apoia a flexibilidade do horário de trabalho (26%), não valoriza diferentes gerações no ambiente organizacional (25%) e não promove estratégias que culminem em um melhor ambiente de trabalho.

Pior ainda são as estratégias das empresas que visam melhorar o dia a dia das mulheres na empresa: apenas 6% das empresas pesquisadas têm estratégias específicas para elas. Dados do governo mostram que as mulheres são, em geral, mais qualificadas do que os homens. Por falta de políticas específicas, as empresas acabam por não reter essa importante parcela do mercado de trabalho.

Em suma, quanto à empregabilidade no Brasil, as empresas reconhecem as tendências para o futuro, mas mostram dificuldades em estabelecer prioridades para promover o engajamento de trabalhadores qualificados, atribuindo importância às questões tradicionais como salário e promoções, mas negligenciando outras, como flexibilidade da carga de trabalho. Além disso, as empresas não valorizam as diferentes gerações que compõem a força de trabalho e a necessidade de valorizá-las de forma diferente.

E você? O que pensa a respeito da empregabilidade no Brasil? Conte para a gente nos comentários!

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